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Thursday, December 6, 2018

Trabalho final da interpretação de Santa Maria de Melque

No seguimento do trabalho realizado para o "Concurso de Ilustración y Recreación Histórica, 50 Aniversario del Sitio Histórico de Melque sobre el Reino Visigodo", foram produzidas posteriormente uma nova séria de imagens e algumas melhorias numa das imagens enviada a concurso.

Devido à escassez de tempo e disponibilidade, não foi possível terminar atempadamente, até à data limite do concurso, todo o projecto de reconstituição/recriação que privilegia o interior do edifício em detrimento do seu exterior. Deste modo, apresenta-se agora todas as imagens criadas e que fazem parte deste trabalho de reconstituição/recriação da igreja de Santa Maria de Melque na sua primeira fase de construtiva (1A).































A escolha em abordar com mais detalhe o interior deveu-se à impossibilidade em me deslocar ao local para fazer um registo pormenorizado do sítio, por exemplo, através da criação de um modelo fotogramétrico do edifício e sua envolvente geográfica. Devido a este facto reservei a minha tarefa com destaque para o interior, já que este tipo de edifícios e a sua decoração são enormemente desconhecidos para o grande público. Julguei assim que podia dar um contributo neste aspecto, tendo em conta que uma grande parte das reconstruções virtuais privilegia as visões exteriores.

A decoração pictórica interior baseia-se nos restos de estuque preservados de elementos vegetalistas. As paredes e abóbadas deviam seguir uma estética de tradição classicista como era comum na época e se pode observar ainda em elementos decorativos de outros edifícios coevos ou posteriores, como é o caso das igrejas pré-românicas das Astúrias.































Deste modo, foram então produzidas após a data do concurso novas imagens que permitem compreender o contexto da igreja de Santa Maria de Melque, a sua localização geográfica e integração na planta do antigo mosteiro. As vistas exteriores estão restringidas ao edifício da igreja, já que não foi possível realizar uma reconstituição integral do mosteiro visigodo que envolvia a igreja.

































Uma das imagens do interior que foi a concurso sofreu algumas melhorias posteriormente, no tratamento das cortinas que dividem a igreja junto do cancel, mas principalmente na figura que está em momento de oração. Foi melhorado significativamente o cabelo e foi acrescentada uma barba à personagem.




Wednesday, December 5, 2018

Concurso de Ilustración y Recreación Histórica, 50 Aniversario del Sitio Histórico de Melque sobre el Reino Visigodo

PT
Recentemente tive o prazer de participar no "Concurso de Ilustración y Recreación Histórica, 50 Aniversario del Sitio Histórico de Melque sobre el Reino Visigodo", em Espanha, no qual fui distinguido com uma Menção Honrosa com um dos dois trabalhos que apresentei a concurso.

Os trabalhos enviados a concurso inserem-se na categoria de ilustração tratada com novas tecnologias. O trabalho distinguido, com o título "Arquitectura y decoración de Sta. María de Melque" apresenta um conjunto de vistas da arquitectura do edifício na fase 1A, bem como uma proposta de reconstituição pictórica do interior. Este tipo de imagem possui uma grande capacidade comunicativa, do ponto de vista da compreensão integral do edifício e do seu aspecto decorativo.

ES
Recientemente tuve el placer de participar en el "Concurso de Ilustración y Recreación Histórica, 50 Aniversario del Sitio Histórico de Melque sobre el Reino Visigodo", en España, en el que fui distinguido con una Mención Especial con uno de los dos trabajos que presenté el concurso.

Los trabajos enviados a concurso se inscriben en la categoría de ilustración tratada con nuevas tecnologías. El trabajo distinguido, con el título "Arquitectura y decoración de Sta. María de Melque" presenta un conjunto de vistas de la arquitectura del edificio en la fase 1A, así como una propuesta de reconstitución pictórica del interior. Este tipo de imagen posee una gran capacidad comunicativa, desde el punto de vista de la comprensión integral del edificio y de su aspecto decorativo.

EN
I recently had the pleasure of participating in the "Historical Illustration and Recreation Contest, 50th Anniversary of the Historic Site of Melque on the Visigothic Kingdom", in Spain, in which I was honored with an Honorable Mention with one of the two works that I presented to the contest.

The works sent to the contest are inserted within the category of illustration treated with new technologies. The distinguished work, entitled "Architecture and decoration of Sta. María de Melque" presents a set of views of the architecture of the building in the phase 1A, as well as a proposal for pictorial reconstitution of the interior. This type of image has a great communicative capacity, from the point of view of the integral understanding of the building and its decorative aspect.


Link: https://www.asociacionadarq.org/concurso-ilustracion-melque/?fbclid=IwAR0W_QJsOS565K6aT6I0ra4Yg-eOca2EYnwxDfQqxPsZZFdyOAtpo2fPF-U


"Arquitectura y decoración de Sta. María de Melque", trabalho distinguido com a Menção Honrosa.

"Reconstrucción ideal del interior de Santa María de Melque".

Monday, December 3, 2018

Noticia sobre o Concurso de Ilustración y Recreación Histórica, 50 Aniversario del Sitio Histórico de Melque

Na passada sexta-feira foram entregues em Toledo, Espanha, os prémios do "Concurso de Ilustración y Recreación Histórica, 50 Aniversario del Sitio Histórico de Melque sobre el Reino Visigodo", no qual fui distinguido com uma Menção Honrosa.

Foram apresentados dois trabalhos na categoria de ilustração tratada com novas tecnologias. O trabalho distinguido com a Menção Honrosa apresenta um conjunto de vistas da arquitectura do edifício na sua primeira fase, bem como uma proposta de reconstituição pictórica do interior. O segundo trabalho apresenta uma vista do interior com um ensaio de reconstituição da decoração pictórica, enquanto uma personagem se apresenta em momento de oração. Nesta imagem pretendeu-se apresentar o edifício no seu quotidiano e no seu máximo esplendor.

Entretanto o concurso teve um forte impacto mediático em Espanha, testemunho da importância e valorização do sítio histórico de Melque, que está a comemorar o seu 50.º aniversário. Por outro lado, este fabuloso sítio histórico passou a ter uma nova visibilidade devido à quantidade e qualidade de trabalhos apresentados, que espelham por si só a importância do edifício visigodo melhor preservado da Península Ibérica.

A vice-presidente da Diputación Provincial de Toledo, María Ángeles Garcia, juntamente com alguns dos vencedores e suas obras.




Tuesday, August 14, 2018

Making Of - Oppidum de El Puig D'Alcoi

Finalizada em Julho passado a pós-graduação de Especialização em Virtualização do Património, a qual concluí com sucesso, através da Universidade de Alicante, este 'Making-Of' do Oppidum de El Puig D'Alcoi fez parte do projecto final do curso. Trata-se portanto de um trabalho de âmbito académico.

Como qualquer trabalho de reconstituição arqueológica, este projecto obedeceu a rigorosos critérios de produção, os quais se basearam em dados arqueológicos e investigação criteriosa. Os 13 minutos de vídeo são uma compilação em 'timelapse' das muitas horas de trabalho e dedicação intensos. Foi um trabalho que consistiu na junção de várias técnicas com vista à produção de imagens que ilustrem com clareza o local arqueológico. Deu-se início ao desenho das plantas em AutoCAD e posteriormente à modelação e renderização com MODO. Depois de geradas as imagens, estas foram usadas num processo de manipulação e tratamento digital em Photoshop, designado de 'matte painting', que visa a junção de fotografia, pintura e render 3D para obtenção das imagens finais.

O Oppidum de El Puig D'Alcoi foi um povoado ibérico fortificado que se situa na paisagem conhecida como La Canal d'Alcoi, situada no extremo mais meridional das comarcas de L'Alcoià y El Comtat, no Levante Espanhol.

As unidade habitacionais reconstruídas datam dos séculos V e IV a.C. Trata-se de vários núcleos habitacionais compartimentados e unidos com paredes-meias, os quais possuíam diversas funções no âmbito familiar e laboral.







Making Of - Oppidum de El Puig D'Alcoi from César Figueiredo on Vimeo.

Wednesday, June 13, 2018

Processo de pintura de uma ilustração científica

O processo de pintura de ilustrações científicas, sejam elas desenhos, representações do quotidiano do passado ou de representações de cidades antigas, são sempre um desafio para os profissionais da área.

Desta vez trago-vos o exemplo de uma ilustração de grande formato (66 x 95 cm), que representa a antiga cidade de Braga em 1768. Esta foi talvez a ilustração mais trabalhosa que realizei até ao presente, quer pela dimensão, pelo detalhe e tempo necessário para a sua execução. O desenho preparatório a lápis foi realizado com todo o rigor a partir das fontes iconográficas coevas, a partir do auxílio do Mapa das Ruas de Braga de 1750 e do mapa de Braga Primaz de André Soares datado de 1756, bem como de inúmeras fotografias do século XIX e inícios do XX, com edifícios entretanto desaparecidos. Foi um trabalho moroso que exigiu atenção aos detalhes dos edifícios que entretanto foram destruídos e desmantelados, para garantir que esta imagem representasse de facto uma cidade verdadeira e não ficcionada.



A segunda fase do desenho consistiu em fazer a tintagem, ou seja, redesenhar tudo com canetas de tinta da china com diferentes espessuras de acordo com os efeitos gráficos da linha, de forma a enfatizar subtilmente os volumes e profundidade.







A terceira e última etapa consistiu em pintar toda a superfície com aguarela. Foi dada especial atenção às tonalidades para que a cor não ficasse homogénea, impedindo deste modo que o desenho ficasse "plano". Quase todos os telhados têm tonalidades diferentes, e a pintura do terreno segue o mesmo critério, ficando as cores mais intensas em primeiro lugar e ao fundo as cores mais subtis. Deste modo, o desenho ganha profundidade e realismo, dando a sensação de que é tridimensional.
O trabalho de pintura é muito exigente e obriga a um controlo constante para que se respeite as formas e os espaços a pintar. Depois do desenho estar todo pintado, fizeram-se as sombras a partir de um registo prévio a lápis sobre a aguarela, ou então de forma livre e espontânea, sempre de acordo com a direcção da luz do sol. O trabalho total compreendeu pelo menos 700 horas, e exigiu uma dedicação e esforço físico consideráveis.








Esta ilustração faz parte de um conjunto de imagens que foram desenvolvidas para o Centro Interpretativo da História de Braga, o qual permite revistar a cidade ao longo de mais de dois mil anos de existência.

Thursday, May 24, 2018

Matte Painting

É sabido que actualmente existem muitas formas de reconstituir o passado histórico através de técnicas de desenho, ilustração e infografia 3D. Uma das técnicas mais interessantes e que tem raizes num domínio completamente diferente é a técnica de matte painting. Esta técnica terá tido as suas origens nos cenários de teatro e fotografia, mas foi no cinema que atingiu a sua mais expressividade e se autonomizou como uma técnica verdadeiramente especializada, como forma de criar cenários de paisagens e ambientes onde depois, através de processos de sobreposição, nos levava a crer que os actores estavam de facto naquele cenário real.

A matte painting foi no passado uma técnica de pintura tradicional, e hoje em dia incorpora outros processos tais como fotografia, fotomontagem, pintura digital, etc.

A sua aplicação continua a ser aplicada ao cinema, mas também noutros meios tais como a publicidade e a reconstituição arqueológica e de património. É neste domínio que tenho vindo a desenvolver de há cerca de dois anos a esta parte uma série de trabalhos com base em matte painting.




Neste trabalho de reconstituição da fachada de 1750 da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Braga, foi usada a técnica de fotomontagem, pintura e retoque digital de maneira a reproduzir o mais fielmente possível o aspecto da fachada original do edifício. A documentação antiga e a iconografia coeva foi imprescindível, nomeadamente o Mapa da Ruas de Braga de 1750, que possui a representação iconografia exacta da igreja.




O mesmo sucedeu com a representação da Casa da Câmara de Braga em 1756. Embora o projecto original de André Soares tivesse o aspecto actual, o edifício foi construído em duas fases distintas.  A primeira fase corresponde à imagem de reconstituição, e que terá durado até 1865, altura em que foi concluída a ala direita da edifício. A iconografia do século XIX foi imprescindível para reconstituir o aspecto original.




O Palácio de D. José de Bragança, em Braga, foi outro exigente trabalho de reconstituição, devido aos elementos arquitectónicos que já não existem. Neste caso concreto existem inúmeras fotografias e gravuras com o aspecto original, que contemplava um campanário e um lanternim que foram demolidos no restauro/reconstrução após o incêndio de 1866. A imagem criada através de matte painting foi quase toda ela gerada através de fotomontagem, com especial destaque para os elementos desaparecidos, os quais foram reconstruídos com recurso a elementos arquitectónico similares após uma profunda manipulação de fotomontagem.

Em casos como este poderia ter recorrido a reconstrução 3D, mas o recurso fotográfico garantiu uma maior homogeneidade e facilidade na manipulação. Todos estes trabalhos foram criados com Affinity Photo, software profissional de edição de imagem e pintura digital. Numa segunda fase as imagens foram tratadas com filtros e pintura digital para simular técnicas tradicionais de desenho.

Thursday, December 14, 2017

Era uma vez uma cidade - Núcleo Interpretativo da História de Braga

Inaugurado no passado dia 11 de Dezembro e aberto ao público desde o dia 12, o "Era uma vez uma cidade - Núcleo Interpretativo da História de Braga" situa-se na Torre de Menagem do antigo castelo de Braga. A exposição está organizada ao logo de quatro pisos, onde é feita uma trajectória histórica original e inovadora da bimilenar Cidade dos Arcebispos.



Logo no 1º piso dá-se início às origens da cidade com uma breve referência à proto-história e romanização para se dar a entender do enquadramento da época. Ainda neste piso faz-se referência à cidade alto-imperial e seus principais edifícios, continuando até à antiguidade tardia, já com Bracara Augusta como capital da província romana da Callaecia. As diferentes fases de desenvolvimento da cidade são mostradas através de ilustrações em grande formato, permitindo ao visitante ter uma visão aérea sobre a cidade de há quase dois mil anos.



Subindo ao 2º piso, a história continua agora na Alta Idade Média, com o Bispo São Martinho de Dume a fazer as boas vindas. São frutuoso também marca este piso com referências à sua obra. Chegados ao século XI, a Sé Catedral assume grande destaque com imagens detalhadas sobre o projecto inicial de D. Pedro. Há ainda um enquadramento das figuras de Braga que estiveram por detrás da fundação de Portugal e que assumiram uma papel determinante da criação do reino.
Este piso termina com referências à transformação da urbe durante os séculos XII e XIII, e como não podia deixar de ser, sobre o castelo medieval.



No 3º piso dá-se destaque ao mecenato de D. Diogo de Sousa, com uma grande imagem e uma maqueta de grandes dimensões que mostram ao visitante a cidade de Quinhentos. Neste piso faz-se uma viagem por todo o século XVI, com destaque para a obra do Arcebispo D. Diogo de Sousa, mas também a Francisco Sanches, que foi uma das personalidades marcantes do renascimento e início do século XVII.



No 4º e último piso, a viagem faz-se pela Braga "moderna". Inicia pelo barroco do século XVII e pela obra extraordinária de André Soares. O final do século XVIII é marcado pela obra de Carlos Amarante, onde são reproduzidas algumas das suas obras mais importantes. O Bom Jesus do Monte é com certeza uma delas. Para finalizar, há um painel dedicado ao século XIX que nos faz a transposição para o século XX, onde são mostrados vários objectos da cultura material de Braga da era contemporânea.



Esta exposição é o culminar de 3 anos de trabalho árduo, a qual concilia ciência e arte num projecto verdadeiramente pioneiro em Portugal, que concilia mais de 80 ilustrações, entre as quais se destacam 8 vistas aéreas da cidade ao longo das principais etapas de desenvolvimento urbano da cidade, mas também imagens de realidade virtual realizadas em 3D, plantas, cortes e alçados de alguns edifícios emblemáticos da história Braga.



Além do carácter eminentemente visual desta exposição, o visitante poderá contar com vários elementos da cultura material que o farão aproximar mais do passado. A colaboração dos museus D. Diogo de Sousa e Pio XII foram determinantes, tento cedido um total de treze peças de espólio histórico-arqueológico, mais cinco objectos cedidos por outras entidades da cidade para a época contemporânea. A complementar este espólio histórico o visitante poderá ver ainda uma reprodução à escala real do túmulo de São Martinho de Dume, obra maior da arte numulária medieval portuguesa, o qual se encontra exposto num arco sólio como se apresentaria no seu estado original, levando o visitante a entrar no ambiente da época. Uma maqueta de grandes dimensões da cidade em 1594 completa o conjunto de objectos expostos, permitindo aos visitantes ter uma compreensão nunca antes dada sobre a história da cidade de Braga.

Monday, December 4, 2017

Era uma vez uma Cidade - Núcleo Interpretativo da História de Braga

No próximo dia 12 de dezembro a Torre de Menagem, em Braga, vai abrir novamente as suas portas ao público com uma exposição sobre a história da cidade.
Será ali, no núcleo do antigo castelo da cidade que irá ser inaugurado um núcleo interpretativo da história de Braga, devotado à compreensão de todos.
Este é o primeiro projecto em Portugal que integra ilustração histórico-arqueológica, desenho, infografia 3D, maquetas e espólio arqueológico numa viagem de mais de dois milénios sobre a história da cidade de Braga. Mais de oitenta ilustrações, distribuídas ao longo de quatro pisos, vão permitir um inédito percurso pelos dois mil anos de história da cidade de Braga. A elaboração dos conteúdos contou com a colaboração de uma dezena de investigadores, além do apoio logístico do Museu D. Diogo de Sousa e do Museu Pio XII.




Friday, June 2, 2017

Fotogrametria | Portal do Perdão da Basílica de San Isidoro de León

O portal românico do Perdão, na Basílica de Santo Isidoro em Leão é um elemento extraordinário do românico leonês. Trata-se de uma construção do século XII e por esta porta entravam os peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela, daí chamar-se "Puerta del Perdón" por ser o objectivo máximo que os peregrinos desejavam na árdua tarefa da peregrinação.
O tímpano é extremamente rico na sua decoração escultórica e apresenta um grande realismo para os padrões da arte românica. Está dividido em 3 partes, com as representações da Ascenção, o descimento da cruz e o sepulcro.

Fotogrametria | Capitel coríntio da Domus de Santiago

Na produção do modelo fotogramétrico das ruínas da Domus de Santiago, também se procedeu ao levantamento de outras peças que pertenciam à mesma casa. O capitel coríntio melhor conservado também foi produzido em 3D através da fotogrametria.

Fotogrametria | Domus de Santiago

O projecto que desenvolvi para a Domus de Santiago em 2014 e que foi publicado em livro pelo Museu Pio XII, teve a preciosa ajuda de um dos processos mais utilizados actualmente em arqueologia. A fotogrametria permite criar modelos tridimensionais das estruturas arqueológicas e revisitá-los sempre que queiramos. Com as ruínas nas "nossas mãos" possuímos uma ferramenta extremamente útil para o processo de reconstituição de estruturas arqueológicas. O modelo fotogramétrico da Domus de Santiago foi o primeiro caso concreto onde se aliou a fotogrametria e reconstituição 3D. Passados 3 anos, disponibilizo o modelo 3D para consulta ou realidade virtual.


Domus de Santiago 3D - english subtitles from César Figueiredo on Vimeo.

Capa do projecto publicado em livro. Museu Pio XII, 2014.

Monday, November 14, 2016

Desenvolvimento da ilustração de Braga 22 x 22

E porque estas coisas do processo de trabalho me dizem muito, aqui fica o registo do desenvolvimento da ilustração que está exposta na exposição "Braga 22 x 22" durante o "Braga em Risco", a decorrer na Casa dos Crivos, em Braga, até ao próximo dia 3 de Dezembro.









Tuesday, March 8, 2016

Al-Madan online - Artigo sobre a reconstituição arqueológica

No passado dia 5 de Março foi apresentado mais um número da revista Al-Madan Online, n.º 20, Tomo 2 (revista digital semestral) on de publiquei um artigo sobre a reconstituição arqueológica.

O artigo pode ser consultado através da consulta ou download da revista na plataforma ISSUU, ou através do meu perfil na plataforma Academia.edu.


Tuesday, October 13, 2015

Relatório de projecto de Arqueologia Virtual para o documentário "Fundeadouro Romano em Olisipo"

Está disponível a partir de hoje o relatório de projecto de Arqueologia Virtual para o documentário "Fundeadouro Romano em Olisipo".

A presente memória de projecto sobre os trabalhos realizados para o documentário “Fundeadouro Romano em Olisipo”, pretende esclarecer e explicar os processos projectuais sobre o "desenho" de reconstituição e interpretação do passado, à luz dos métodos da ilustração científica para arqueologia. A representação de uma cidade antiga foi o ponto de partida para o início de um trabalho moroso mas que veio permitir pela primeira vez, levantar o véu sobre o aspecto que terá tido Olisipo na antiguidade.

Relatório de projecto:
https://www.academia.edu/16742787/Relatório_de_projecto_de_Arqueologia_Virtual_para_o_documentário_Fundeadouro_Romano_em_Olisipo_._Reconstituição_de_Olisipo_e_de_um_navio_romano_do_tipo_corbita

Monday, September 14, 2015

Série Fotográfica "Espíritos de pedra" | "Espíritos de Pedra" Photographic Series

Pombeiro é uma das mais antigas instituições monacais do território português, estando documentada desde 853. Do primitivo estabelecimento nenhum elemento material foi, até ao momento, identificado, mas tratava-se, com grande probabilidade, de um edifício modesto, eventualmente vinculado à autoridade asturiana e localizado no lugar do Sobrado, medievalmente designado por Columbino.
A génese do edifício actual conhece-se a partir de D. Fernando, o Magno. Um pouco antes, em 1041 (GRAF, 1986, vol.2, p.40) o mosteiro foi transferido para o actual local, aqui se levantando um primeiro conjunto edificado a partir de 1059. Desse monumento também nada chegou até nós, mas foi no período condal que se estabeleceram as bases do grande mosteiro baixo-medieval, nomeadamente a partir da doação de D. Egas Gomes de Sousa (em 1102) e da carta de couto de D. Teresa (de 1112).
O projecto românico arrancou algumas décadas depois, sob o impulso dos Beneditinos (e da importante família dos Sousões de Ribavizela), que aqui deixaram a sua marca na tipologia da igreja, que segue fielmente a planimetria dos grandes mosteiros da ordem: corpo tripartido de quatro tramos, com cobertura de madeira, transepto não saliente e cabeceira abobadada e tripartida, de perfil escalonado, de testeira circular e com capela-mor mais ampla que os absidíolos. A sua datação deve colocar-se ao longo da segunda metade do século XII (IDEM, p.40) ou, já, das primeiras décadas do século seguinte (ALMEIDA, 2001, p.113). De acordo com Jorge Rodrigues, no exterior da face Sul do transepto conserva-se uma inscrição de 1199, que refere D. Gonçalo de Sousa (o suposto fundador da obra românica) (RODRIGUES, 1995, p.241), pelo que é de supor que, por essa altura, o ritmo dos trabalhos estivesse neste ponto.
Tal facto contextualiza-se com as características do portal axial, vincadamente do século XIII. Perdida grande parte da campanha românica, pelas múltiplas alterações posteriores, o portal é o principal elemento remanescente desse período. A análise estilística que foi efectuada desta parcela confirma a sua datação tardia, de que são características as formas vegetalistas exuberantes e irregulares (aqui tratadas com grande carácter inventivo) ou os antigos temas de meados do século XII recuperados com uma nova estética, a mesma que se encontra em Paço de Ferreira (GRAF, 1986, vol.2, p.41) e no chamado Românico Nacionalizado do século XIII.
Terminadas as obras na fachada principal (de que se salienta também a ampla rosácea, semelhante às de Roriz ou de Paço de Sousa), adossou-se à frontaria uma galilé de três naves, que terá servido de local de enterramento para grandes nomes da Nobreza fundiária do Entre-Douro-e-Minho. Das tumulações aqui efectuadas, restam dois túmulos românicos, actualmente no interior do corpo do templo e atribuídos a um desconhecido nobre da família dos Lima e a D. João Afonso de Albuquerque (BARROCA, 1987, p.460).


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The first reference to a monastery or religious institution came from a papel brief to Pope Leo IV (in 853). Its founding would not occur until 13 July 1059 by Dom Gomes Aciegas, and completed 1102; the remains of this original construction are two small chapels (below the main altar), the mail entrance door and the four fortified arches. It is still unclear on the precise period that monastery and church was founded. Ferdinand I of Castile granted the proprietoriship of the convent to his nephew D. Gomes de Cela Nova (progenitor of the Sousa family). From the Sousas, the monastery passed to the Melos and Sampaios (later under the protection of the Barbosa clan until the 11th century), represented by the Baron of Pombeiro de Ribavizela. At the time the abbot of Pombeiro functioned as the head almoner for the Kingdom, when the King travelled north of the Douro and ombudsman of the Count of Pombeiro.
In 1112, under Queen Teresa, the monastery was off-limits to most of its citizens, including the church. Afonso I of Portugal provided privileges and patronage in 1155 to the monastery and its prelate Gonçalo de Sousa. The abbot (Gonçalo de Sousa) would initiate remodelling and renovations in 1199. The monastery continued to be favoured by the monarchy, and throughout the 12th century a number of reliquaries were deposited in the altars of the Church.
In 1234, the monastery traded lands with the Monastery of São Miguel de Refojos de Basto, in Cabeceiras de Basto. During this time, new renovations were made to the eastern portico and rose-window, with assistance from the patronage of the Sousa family, who also selected the porch for their burial tombs: on 10 March 1242, Vasco Mendes de Sousa (son of Conde Mendo de Sousa and Maria Rodrigues) was buried in this tomb.
By 1272, a second generation of public works were completed in the Church façade, under the direction of D. Rodrigo.
In the second-half of the 16th century, the abbot António de Mello order the execution of improvements to the church.
By 1578, the monastery's porch continued to exist, but now badly damaged, and as friar João de S. Tomás later noted: "there were, by order, coats-or-arms erected to identify the anciente nobility there buried, that there would serve as judge". On 6 March 1586, the monastery's rich patrimony was taken by King Philip I of Portugal and transferred to the Jerónimos Monastery. But, this did not limit the growth of the church and monastery, as major projects continued between the 16th and 18th century, with Jerónimo Luís being the principal contractor in 1600 constructing the two exterior towers.