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Thursday, May 24, 2018

Matte Painting

É sabido que actualmente existem muitas formas de reconstituir o passado histórico através de técnicas de desenho, ilustração e infografia 3D. Uma das técnicas mais interessantes e que tem raizes num domínio completamente diferente é a técnica de matte painting. Esta técnica terá tido as suas origens nos cenários de teatro e fotografia, mas foi no cinema que atingiu a sua mais expressividade e se autonomizou como uma técnica verdadeiramente especializada, como forma de criar cenários de paisagens e ambientes onde depois, através de processos de sobreposição, nos levava a crer que os actores estavam de facto naquele cenário real.

A matte painting foi no passado uma técnica de pintura tradicional, e hoje em dia incorpora outros processos tais como fotografia, fotomontagem, pintura digital, etc.

A sua aplicação continua a ser aplicada ao cinema, mas também noutros meios tais como a publicidade e a reconstituição arqueológica e de património. É neste domínio que tenho vindo a desenvolver de há cerca de dois anos a esta parte uma série de trabalhos com base em matte painting.




Neste trabalho de reconstituição da fachada de 1750 da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Braga, foi usada a técnica de fotomontagem, pintura e retoque digital de maneira a reproduzir o mais fielmente possível o aspecto da fachada original do edifício. A documentação antiga e a iconografia coeva foi imprescindível, nomeadamente o Mapa da Ruas de Braga de 1750, que possui a representação iconografia exacta da igreja.




O mesmo sucedeu com a representação da Casa da Câmara de Braga em 1756. Embora o projecto original de André Soares tivesse o aspecto actual, o edifício foi construído em duas fases distintas.  A primeira fase corresponde à imagem de reconstituição, e que terá durado até 1865, altura em que foi concluída a ala direita da edifício. A iconografia do século XIX foi imprescindível para reconstituir o aspecto original.




O Palácio de D. José de Bragança, em Braga, foi outro exigente trabalho de reconstituição, devido aos elementos arquitectónicos que já não existem. Neste caso concreto existem inúmeras fotografias e gravuras com o aspecto original, que contemplava um campanário e um lanternim que foram demolidos no restauro/reconstrução após o incêndio de 1866. A imagem criada através de matte painting foi quase toda ela gerada através de fotomontagem, com especial destaque para os elementos desaparecidos, os quais foram reconstruídos com recurso a elementos arquitectónico similares após uma profunda manipulação de fotomontagem.

Em casos como este poderia ter recorrido a reconstrução 3D, mas o recurso fotográfico garantiu uma maior homogeneidade e facilidade na manipulação. Todos estes trabalhos foram criados com Affinity Photo, software profissional de edição de imagem e pintura digital. Numa segunda fase as imagens foram tratadas com filtros e pintura digital para simular técnicas tradicionais de desenho.

Monday, September 14, 2015

Série Fotográfica "Espíritos de pedra" | "Espíritos de Pedra" Photographic Series

Pombeiro é uma das mais antigas instituições monacais do território português, estando documentada desde 853. Do primitivo estabelecimento nenhum elemento material foi, até ao momento, identificado, mas tratava-se, com grande probabilidade, de um edifício modesto, eventualmente vinculado à autoridade asturiana e localizado no lugar do Sobrado, medievalmente designado por Columbino.
A génese do edifício actual conhece-se a partir de D. Fernando, o Magno. Um pouco antes, em 1041 (GRAF, 1986, vol.2, p.40) o mosteiro foi transferido para o actual local, aqui se levantando um primeiro conjunto edificado a partir de 1059. Desse monumento também nada chegou até nós, mas foi no período condal que se estabeleceram as bases do grande mosteiro baixo-medieval, nomeadamente a partir da doação de D. Egas Gomes de Sousa (em 1102) e da carta de couto de D. Teresa (de 1112).
O projecto românico arrancou algumas décadas depois, sob o impulso dos Beneditinos (e da importante família dos Sousões de Ribavizela), que aqui deixaram a sua marca na tipologia da igreja, que segue fielmente a planimetria dos grandes mosteiros da ordem: corpo tripartido de quatro tramos, com cobertura de madeira, transepto não saliente e cabeceira abobadada e tripartida, de perfil escalonado, de testeira circular e com capela-mor mais ampla que os absidíolos. A sua datação deve colocar-se ao longo da segunda metade do século XII (IDEM, p.40) ou, já, das primeiras décadas do século seguinte (ALMEIDA, 2001, p.113). De acordo com Jorge Rodrigues, no exterior da face Sul do transepto conserva-se uma inscrição de 1199, que refere D. Gonçalo de Sousa (o suposto fundador da obra românica) (RODRIGUES, 1995, p.241), pelo que é de supor que, por essa altura, o ritmo dos trabalhos estivesse neste ponto.
Tal facto contextualiza-se com as características do portal axial, vincadamente do século XIII. Perdida grande parte da campanha românica, pelas múltiplas alterações posteriores, o portal é o principal elemento remanescente desse período. A análise estilística que foi efectuada desta parcela confirma a sua datação tardia, de que são características as formas vegetalistas exuberantes e irregulares (aqui tratadas com grande carácter inventivo) ou os antigos temas de meados do século XII recuperados com uma nova estética, a mesma que se encontra em Paço de Ferreira (GRAF, 1986, vol.2, p.41) e no chamado Românico Nacionalizado do século XIII.
Terminadas as obras na fachada principal (de que se salienta também a ampla rosácea, semelhante às de Roriz ou de Paço de Sousa), adossou-se à frontaria uma galilé de três naves, que terá servido de local de enterramento para grandes nomes da Nobreza fundiária do Entre-Douro-e-Minho. Das tumulações aqui efectuadas, restam dois túmulos românicos, actualmente no interior do corpo do templo e atribuídos a um desconhecido nobre da família dos Lima e a D. João Afonso de Albuquerque (BARROCA, 1987, p.460).


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The first reference to a monastery or religious institution came from a papel brief to Pope Leo IV (in 853). Its founding would not occur until 13 July 1059 by Dom Gomes Aciegas, and completed 1102; the remains of this original construction are two small chapels (below the main altar), the mail entrance door and the four fortified arches. It is still unclear on the precise period that monastery and church was founded. Ferdinand I of Castile granted the proprietoriship of the convent to his nephew D. Gomes de Cela Nova (progenitor of the Sousa family). From the Sousas, the monastery passed to the Melos and Sampaios (later under the protection of the Barbosa clan until the 11th century), represented by the Baron of Pombeiro de Ribavizela. At the time the abbot of Pombeiro functioned as the head almoner for the Kingdom, when the King travelled north of the Douro and ombudsman of the Count of Pombeiro.
In 1112, under Queen Teresa, the monastery was off-limits to most of its citizens, including the church. Afonso I of Portugal provided privileges and patronage in 1155 to the monastery and its prelate Gonçalo de Sousa. The abbot (Gonçalo de Sousa) would initiate remodelling and renovations in 1199. The monastery continued to be favoured by the monarchy, and throughout the 12th century a number of reliquaries were deposited in the altars of the Church.
In 1234, the monastery traded lands with the Monastery of São Miguel de Refojos de Basto, in Cabeceiras de Basto. During this time, new renovations were made to the eastern portico and rose-window, with assistance from the patronage of the Sousa family, who also selected the porch for their burial tombs: on 10 March 1242, Vasco Mendes de Sousa (son of Conde Mendo de Sousa and Maria Rodrigues) was buried in this tomb.
By 1272, a second generation of public works were completed in the Church façade, under the direction of D. Rodrigo.
In the second-half of the 16th century, the abbot António de Mello order the execution of improvements to the church.
By 1578, the monastery's porch continued to exist, but now badly damaged, and as friar João de S. Tomás later noted: "there were, by order, coats-or-arms erected to identify the anciente nobility there buried, that there would serve as judge". On 6 March 1586, the monastery's rich patrimony was taken by King Philip I of Portugal and transferred to the Jerónimos Monastery. But, this did not limit the growth of the church and monastery, as major projects continued between the 16th and 18th century, with Jerónimo Luís being the principal contractor in 1600 constructing the two exterior towers.












Thursday, April 24, 2014

Série Fotográfica "Espíritos de pedra" | "Espíritos de Pedra" Photographic Series

A Sé Velha de Coimbra constitui-se em um dos edifícios em estilo românico mais importantes do país. A sua construção começou em algum momento depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está sepultado D. Sesnando, conde de Coimbra.

The Old Cathedral of Coimbra is one of the most important Romanesque Roman Catholic buildings in Portugal. Construction of the Sé Velha began some time after the Battle of Ourique (1139), when Count Afonso Henriques declared himself King of Portugal and chose Coimbra as capital. The first Count of Coimbra, the Mozarab Sisnando Davides, is buried in the cathedral.





Monday, April 15, 2013

A minha nova página de internet | My new website

Olá de novo,

Aproveito também para partilhar a minha nova página de internet onde poderão ver com mais detalhe o meu trabalho. Aguardo a sua visita, até breve!

www.cesarfigueiredo.com


Hi,

I want to share with you my new website. Here you can follow my illustration work closely.
I'll wait your visit. See you soon!

www.cesarfigueiredo.com




Wednesday, April 3, 2013

Série Fotográfica "Espíritos de pedra" | "Espíritos de Pedra" Photographic Series


Dólmen de Paranhos da Arca, Oliveira de Frades.

O dólmen da Arca está situada em Paranho de Arca, Arca (Oliveira de Frades), na EN230, entre Águeda e Caramulo, km 48,5, acesso à esquerda em Paranho de Arca, cerca de 50 m de caminho de terra.
É um monumento megalítico de câmara poligonal com quatro esteios e cobertura, sem corredor e desprovida de mamoa.
Apresenta-se constituída de três blocos em posição aproximadamente vertical (esteios) com alguns outros já partidos, sobre os quais descansa uma grande lage (tampa ou mesa) a cobrir o espaço interior. Mede de altura cerca de 4,5 metros e a mesa 4,20 * 3,20 metros.
Foi classificada como Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de Junho de 1910.






Monday, March 11, 2013

Fotografia e Ilustração na revista AlimentARTE nº5

Partilho convosco a edição nº5 da revista AlimentARTE onde publico algumas ilustrações e fotografia.

I share with you the No.5 edition of the AlimentARTE magazine where I publish some illustrations and photography.

Ver revista | See magazine




Thursday, February 28, 2013

Série Fotográfica "Espíritos de pedra" | "Espíritos de Pedra" Photographic Series


Mosteiro de São Miguel de Refojos de Basto  |  Monastery of São Miguel de Refojos de Basto

O Mosteiro de São Miguel de Refojos de Basto, também referido como Convento de Refóios, localiza-se na freguesia de Refojos de Basto, concelho de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga, em Portugal.
O primeiro documento relativo ao Mosteiro data de 1122. Pouco mais tarde, em 1131, D. Afonso Henriques concedeu carta de couto ao mosteiro.
As obras do atual edifício tiveram início em 1755, sendo acordadas entre o arquiteto bracarense André Soares e o então abade, Frei Francisco de São José. Na fase final das obras registou-se a chegada ao mosteiro de Frei José de Santo António Vilaça, que ali trabalhou de 1764 a 1770.
Com a a extinção das ordens religiosas (1834), o Estado alienou o imóvel.
O conjunto da igreja e sacristia encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933.
A fachada da igreja distingue-se pelas suas grandes dimensões. Nos lados direito e esquerdo estão colocadas as estátuas em tamanho natural do fundador da Ordem de São Bento, São Bento de Núrcia, e de Santa Escolástica.










Sunday, January 27, 2013

Santuário do Bom Jesus do Monte

O Santuário do Bom Jesus do Monte, também referido como Santuário do Bom Jesus de Braga, localiza-se na freguesia de Tenões, na cidade, concelho e distrito de Braga, em Portugal.
Este santuário católico constitui-se num conjunto arquitetónico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata (Parque do Bom Jesus), alguns hotéis e um funicular (Elevador do Bom Jesus).
A sua peculiar disposição serviu de inspiração para outras construções, como por exemplo o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego, e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos na cidade de Congonhas, em Minas Gerais, no Brasil.
Acredita-se que a primitiva ocupação deste sítio remonte ao início do século XIV, quando alguém terá erguido uma cruz no alto do monte Espinho. No ano de 1373 já é mencionada uma ermida no local, sob a invocação da Santa Cruz. Esta ermida terá estado anexa à paróquia de Tenões.
Local de devoção e peregrinação das gentes da região de Braga, em 1494 foi erguida uma segunda ermida, por iniciativa do então Arcebispo de Braga, D. Jorge da Costa, conforme atestam as armas desse prelado, encontradas durante as obras empreendidas em 1839.
Uma terceira ermida foi erguida em 1522 por iniciativa do deão da Sé de Braga, D. João da Guarda, período em que se registou um aumento da devoção no local.
Em 1629 um grupo de devotos constituiu a Confraria do Bom Jesus do Monte, sendo edificada uma capela onde foi colocada uma imagem de Cristo Crucificado, além de casas para abrigo dos romeiros, e as primeiras capelas dos Passos da Paixão, sob a forma de pequenos nichos, dedicados aos episódios da Deposição da Cruz, da deposição no túmulo, da Ressurreição e da Ascensão. Foi nomeado o primeiro ermitão, Pedro do Rosário.
A partir de 1722, o então Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles, concebeu e iniciou um grande projeto que desembocaria no atual Santuário.

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Bom Jesus do Monte is a Portuguese sanctuary in Tenões, surroundings of the city of Braga, in northern Portugal. Its name means Good Jesus of the Mount.
The Sanctuary is a notable example of pilgrimage site with a monumental, Baroque stairway that climbs 116 metres (381 feet). It is an important tourist attraction of Braga.
Many hilltops in Portugal and other parts of Europe have been sites of religious devotion since antiquity, and it is possible that the Bom Jesus hill was one of these. However, the first indication of a chapel over the hill dates from 1373. This chapel - dedicated to the Holy Cross - was rebuilt in the 15th and 16th centuries. In 1629 a pilgrimage church was built dedicated to the Bom Jesus (Good Jesus), with six chapels dedicated to the Passion of Christ.
The present Sanctuary started being built in 1722, under the patronage of the Archbishop of Braga, Rodrigo de Moura Telles. His coat of arms is seen over the gateway, in the beginning of the stairway. Under his direction the first stairway row, with chapels dedicated to the Via Crucis, were completed. Each chapel is decorated with terra cotta sculptures depicting the Passion of Christ. He also sponsored the next segment of stairways, which has a zigzag shape and is dedicated to the Five Senses. Each sense (Sight, Smell, Hearing, Touch, Taste) is represented by a different fountain. At the end of this stairway, a Baroque church was built around 1725 by architect Manuel Pinto Vilalobos.
The works on the first chapels, stairways and church proceeded through the 18th century. In an area behind the church (the Terreiro dos Evangelistas), three octagonal chapels were built in the 1760s with statues depicting episodes that occur after the Crucifixion, like the meeting of Jesus with Mary Magdalene. The exterior design of the beautiful chapels is attributed to renowned Braga architect André Soares. Around these chapels there are four Baroque fountains with statues of the Evangelists, also dating from the 1760s.
Around 1781, archbishop Gaspar de Bragança decided to complete the ensemble by adding a third segment of stairways and a new church. The third stairway also follows a zigzag pattern and is dedicated to the Three Theological Virtues: Faith, Hope and Charity, each with its fountain. The old church was demolished and a new one was built following a Neoclassic design by architect Carlos Amarante. This new church, began in 1784, had its interior decorated in the beginning of the 19th century and was consecrated in 1834. The main altarpiece is dedicated to the Crucifixion.
In the 19th century, the area around the church and stairway was expropriated and turned into a park. In 1882, to facilitate the access to the Sanctuary, the water balance Bom Jesus funicular was built linking the city of Braga to the hill. This was the first funicular to be built in the Iberian Peninsula and is still in use.




















Monday, October 8, 2012

Igreja de Santa Eulália do Mosteiro de Arnoso


O primitivo templo foi fundado no século VII por iniciativa de São Frutuoso, bispo de Dume e de Braga durante a época visigótica, e destruído pelos mouros no século XI.
Foi posteriormente reconstruído por iniciativa de Garcia II da Galiza.
Em estilo românico, a igreja possui planta longitudinal formada por uma nave com arcos cegos adossados às paredes laterais e capela-mor de dois tramos coberta por abóbada cilíndrica.
A fachada principal tem portal de tímpano vazado em cruz com arquivoltas de arco redondo e capitéis profusamente decorados com elementos geométricos, entrelaçados e zoomórficos.
No interior é de destacar a presença de pinturas a fresco quinhentistas com episódios da vida de Nossa Senhora.